Nov 30 2007
A Grande Fuga: Dom João VI, esperto ou "pau mandado"
OBS.: Esse post era pra ser postado ontem (29/11), mas por problemas de conexão tá indo hoje
Bjos!
Há exatos 200 anos a famÃlia real deixava Portugal e seu reino em Lisboa para viver na colônia Brasil.
Num 29 de novembro ensolarado, há exatos 2 séculos, uma rainha prÃncipes e princesas de um pequeno reino europeu lançaram-se ao mar em busca de salvação, a um oceano de distância… ( Fonte: Jornal O Globo)
Essas palavras soam até poéticas né? Mas a verdade foi que Dom João VI depois de encuralado pela França e Inglaterra, da qual era aliado, teve que deixar Lisboa. Era “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”.
Bonaparte estava tentando invadir Portugal pela Espanha. Napoleão firmou com a Espanha em 27 de outubro de 1807 o Tratado de Fontainebleau, que estabeleceu a deposição dos Braganças (ou seja, a famÃlia real) e D. João soube disso em 24 de novembro em Lisboa. Como em tudo que fazia, D. João só decidiu vir para o BR aos 45 min do segundo tempo, dizem que ele era de uma personalidade muito confusa, que não gostava de tomar grandes decisões, não queria muitas responsabilidades, era mais de “deixa a vida me levar”, entende?
Vendo-se acuado, D. João se uniu a Inglaterra (que deu todo suporte para sua partida) e deixou Portugal em meio a muita confusão e protestos do povo. O sentimento do povo português foi de orfandade e revolta, afinal estavam sendo abandonados pelo seu rei e sendo jogados na “boca do leão” francês (Bonaparte). Que coisa feia!
Consigo, D. João trouxe juÃzes, polÃticos, gente do clero, soldados, carruagens (em torno de 15), “limpou” os Palácios de Mafra e Queluz, trazendo toda prataria, baxelas etc, “limpou” as igrejas e sem contar que trouxe METADE do dinheiro que circulava em Portugal, foram muitos de baús para trazer tudo, ou seja, deixou a galera na “limpa”. Hoje muitas dessas coisas estão expostas no Museu Imperial de Petrópolis e algumas voltaram para Queluz e Mafra.
E o Rio de Janeiro, Como ficou?
Para quem era somente uma colônia ter status de SEDE DO GOVERNO PORTUGUÊS foi uma enorme mudança. Depois disso, mas precisamente o RJ nunca mais foi o mesmo.A vinda da famÃlia real trouxe coisas boas, o Museu Nacional de Belas Artes, O Jardim Botânico, Biblioteca Nacional etc. D. João, assim como mais tarde Pedro I era chegado as artes e leitura. Era chegado o progresso!
O dias de viagem…
- 29/11/1807 – A esquadra portuguesa parte de Lisboa e se encontra com os ingleses perto da costa.
- 08/12/1807 – A 40 léguas da Ilha da Madeira, uma tempestade torna a visibilidade quase nula. Com medo de rochedos, afrota pára. Parte dos navios, porém, retoma a viagem sem avisar, e assim a famÃlia real separa-se em alto-mar.
- 28/12/1807 – Acompanhados por uma fragata portuguesa e um navio inglês, as naus de D. João e Carlota Joaquina chegam à linha do Equador, onde entram numa zona de calmaria, sem ventos.
- 17/01/1808 – Navegando amis a oeste, duas naus portuguesas e 3 naus inglesas evitam a calmaria e chegam ao RJ, com duas filhas de Carlota e duas irmãs de Maria I (mãe de D. João)
- 22/01/1808 – D. João e carlota chegam a salvador. O tédio da viagem e razões polÃticas teriam motivado a parada.
- 26/02/1808 – Ainda em navios separados (sim, eles não viajaram juntos, assim como não viviam juntos em Lisboa, ela vivia em Queluz e ele em Mafra), D. João e carlota partem da Capital baiana.
- 07/03/1808 – O grupo chega ao RJ
- 08/03/1808 – Às 16h, sob salvas de canões e gritos dos marinheiros, D. João pisa em terras brasileiras no RJ .
O ano de 2008 aqui no RJ será de muitas comemorações e muitos monumentos estão sendo restaurados para as festividades.
Pra escrever esse texto, usei como base um caderno especial que saiu hoje no Jornal O Globo, aliás a tv Globo tá apresentando em todos os seus telejornais um passao a passo de toda essa história, dia-a-dia assim como ela aconteceu. Tá super legal e pra quem gosta de história vale a pena conferir!
É isso!
Bjão
Namastê



























